domingo, 22 de julho de 2007

reino de Afrodite

Pois é, já disse há um tempo que temos entronizadas as deusas todas dentro de nós, falo apenas das gregas (Hera, Afrodite, Perséfone, Deméter, etc) que só tenho conhecimento mitológico destas. Então nesse momento, faço as pazes com Afrodite, a terrível, mansamente terrível, já que é pelos olhos de Afrodite que vemos o mundo da beleza, do prazer, do amor. Com Afrodite esquecemos da racionalidade masculina e nos entregamos à estesia, ao sentir físico. Sentir o mundo através da beleza e do amor. Quer mais? E como diz a música da Zélia Duncan que abre a novela das 7: "a alegria do pecado tomou conta de mim e é tão bom viver assim...". Sem estresse, sem preocupar-se com o futuro, apenas hoje e sentir, hedonistícamente. É bom se saber agradável aos olhos de outros. Credo, onde estiveste, oh deusa do amor, nos últimos anos da minha vida? Por que deixei de te render homenagens e presidir teus ritos?
A deusa está sempre presente, como um atributo do feminino que temos inato, mas há que se prestar atenção a ela e a deixar fluir. Cada uma nos é útil, mas Afrodite, essa é imprescindível! Beijos a todos e todas.

2 comentários:

Jucelia disse...

A Afrodite que mora em mim está aprisionada em grilhões dourados. Mas que supostamente, como a metáfora do D.Quijote, é uma grade encantada, cuja chave está em lugar sabido. A deusa quase desfalecida em mim...
Um dia sairá com vestes brancas, transparentes e cintilantes e dancará na chuva à luz da lua.

Padma Wangmo disse...

ai que chata...bem, talvez ela sozinha, desconectada ou temporariamente "abafando" as outras não seja uma afrodite iluminada e onisciente a qual contém todas as outras e outros e mais,além de feminino/masculino, belo/feio,prazer/dor, bom/mal, vai além.